Nesse primeiro post do meu novo blog vou falar de um assunto numa forma não muito técnica, mas que vai servir de base para os próximos posts.

Como alguns já sabem, trabalho com desenvolvimento web há uns 9 anos mais ou menos. No entanto, resolvi fazer uma graduação na área somente agora.

Uma das coisas que já ouvi muito nos corredores é: “Se você souber Java, você está feito na vida” ou, “Java é a nata da programação”, “Você tem que se epecializar em Java”. Citando até casos de ex-alunos que se deram muito bem e que ganham muito porque são “os caras” nessa linguagem.

escolhaMuita gente ainda tem a idéia de que se especializar em uma única tecnologia é o melhor caminho para sua carreira. E é muito triste, pois, dessa forma ela está é fadada à estagnação. Naturalmente, isso é para qualquer um que esteja decidido a obter uma certificação e seguir a trilha de uma única tecnologia como se ela fosse imortal ou a solução para todo e qualquer problema.

Obter a certificação não é um problema, mas ela não o fará dominar o assunto e tende a cada vez mais não agregar valor ao seu currículo. Em algumas ofertas de trabalho em empresas de tecnologia já é desejável que o profissional colabore em algum projeto open source, questiona-se qual livro o profissional leu, está lendo ou pretende ler e até mesmo tenha um blog que colabore com a comunidade. Isso acaba agregando muito mais valor do que a certificação.

Mas, voltando ao nosso assunto… Conhecer e dominar uma única linguagem de programação é a mesma coisa que saber falar muito bem somente o português. É como ter um mundo de possibilidades e não ser capaz de sair do lugar. No entanto, se você souber um pouco de inglês, as coisas começam a clarear um pouco.

O mesmo acontece com a plataforma. Não adianta ser bom somente em Windows ou Linux e acabar não dando a solução que o cliente realmente precisa.

Durante um bom tempo fui defensor da idéia de se especializar e acreditava que não havia motivos para sair da plataforma Windows já que trabalhava bem com ASP, SQL e C#. Na verdade, o que sempre existiu foi um lado religioso nessa questão que era pregado tanto por “seguidores” do Tux quanto pelos que se sentiam orgulhosos por usar o sistema operacional do homem mais rico do mundo (há alguns anos atrás).

Então, desde a época em que se começou a falar sobre disponibilização de servços pela web, começou a ficar claro pra mim que os sistemas espalhados pelo mundo teriam que se conversar, independente da plataforma ou linguagem e que não era essa ou aquela a olução de todos os problemas. Eu já estava disposto a conhecer coisas novas.

Há pouco tempo começamos a ver Ruby on Rails na empresa e surgiu a oportunidade de fazermos um curso… Uau!!! Quanta flexibilidade!!! Tivemos que usar o Ubuntu… Ótimo!!! Logo depois, adquiri um MacBook… Foi como se tivesse tomado a pílula vermelha. É muito bom poder ter uma visão de todos os mundos.

Hoje, se me perguntarem sobre qual linguagem aprender ou qual tecnologia usar, a resposta é simples: DEPENDE!

Depende da necessidade, depende do custo, se vai ser web ou desktop, ou os dois, depende da habilidade da maioria da equipe, depende da disponibilidade para se aprender uma nova tecnologia.

O importante é ter a cabeça aberta e estar disposoto, acima de qualquer “religiosidade” tecnológica, a resolver o problema do cliente.

P.S.: Só para apimentar um pouco… enquanto escrevia, fiquei na dúvida sobre a cor da pílula e, quando fui pesquisar, encontrei este vídeo (rsrsrs):

  1. Gostei do post. Mas o que é Tux?

    Parabéns pelo “reinício”.

  2. luciano disse:

    Valeu, Fernando!
    Coloquei um link para o Wikipedia no post.

    Abrazzo,

  3. Legal Luciano, é bem essa a idéia. Acho muitos de nós fomos resistentes até enxergar este outro, e o melhor de tudo e que temos boa base para discutir o que bom o ruim em cada plataforma.

    Parabéns e vê se enche este blog de posts…..heheheh